O Brasil teve um Império. A República foi o desastre que veio no lugar. Três clássicos censurados contam o auge da monarquia, o golpe militar de 1889 que a derrubou e a ilusão americana que a substituiu.
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A grande síntese do ciclo monárquico, escrita por Oliveira Lima, o historiador dos documentos. Da Independência à queda: as Regências que quase despedaçaram o país, o meio século de estabilidade de Dom Pedro II, a abolição pela lei e a Guerra do Paraguai. A prova de que, num continente estilhaçado em ditaduras, o Brasil permaneceu um só país porque tinha uma Coroa.

Atenção ao subtítulo, “o golpe republicano de 1889”: a ditadura daqui é a República da Espada de Deodoro e Floriano, não 1964. Eduardo Prado escreveu esta acusação frontal em 1890, no calor da hora. O livro não podia circular no Brasil: saiu em Portugal, sob o pseudônimo “Frederico de S.”, com a ajuda de Eça de Queiroz. A crônica do golpe por quem o viu de dentro.

Publicado em 1893 e apreendido pelo governo de Floriano Peixoto no mesmo ano. A tese que envelheceu melhor que qualquer panfleto: nenhuma grande potência é amiga desinteressada, e o Brasil trai a própria alma quando troca a sua tradição católica e ibérica pela cópia de um modelo estrangeiro. O livro proibido que virou clássico do pensamento conservador brasileiro.

Diplomata de carreira, serviu em Lisboa, Berlim, Londres, Washington e Tóquio, e escreveu história de dentro dos arquivos. Fundador da Academia Brasileira de Letras, reuniu uma das maiores bibliotecas luso-brasileiras do mundo, hoje na Catholic University of America. O maior historiador do Brasil monárquico.

Escritor e polemista da elite cafeeira paulista, amigo íntimo de Eça de Queiroz e do Barão do Rio Branco, fundador da Academia Brasileira de Letras. Monarquista até o fim: um livro seu foi apreendido pela República, o outro precisou nascer no estrangeiro sob nome falso. É o autor que o regime tentou calar.
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Não. O Fastos da Ditadura Militar no Brasil foi escrito em 1890 e trata da República da Espada: o governo militar de Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto que derrubou Dom Pedro II no golpe de 15 de novembro de 1889. O subtítulo da edição, “o golpe republicano de 1889”, existe exatamente para desfazer essa confusão.
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